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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Da minha varanda

Da minha varanda

                        ninfa parreiras

Da minha varanda

Colho as uvas

O ramo de flores

A braçada de sonhos

Da minha varanda

Colho as pedaladas

O olhar surpreso

Da menina, da mulher

Da minha varanda

Escolho a palavra

Desenho a escrita

Fotografo a manhã

Da minha varanda

Um abraço além-mar

Foto: arquivo pessoal, primavera 2014, Bolonha

Pra Miriam Ribeiro, muitas primaveras!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Entreolhos

entreolhos
                              ninfa parreiras
seus olhos lamberam
meus olhos

meus olhos lamberam
seus olhos

poema de miragem
poema de amar

ramagem

foto: arquivo pessoal, Bologna, primavera, 2010

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Dolce Far Niente 2


Dolce Far Niente

                         (ora in italiano)

Scopri la mattina
Svegliarsi ogni goccia di pioggia
A dormire ogni cosa fastidiosa
Coraggio de lasciare
Aperto il giorno
Lasciare che il sogno
Creare domani...
Vivere per la vita!
Aperto un minuto
Una notte
A che ora? Dove?
Ora: è da inventare
Che la ricerca è questa?
Spazio: da creare
Il silenzio sibila
Lasciare che la vitta accada
Essere liquido in ogni pietra
Essere solidi in ogni goccia
Strappare carte ingiallite
Ignorare sbiadito
Seppellire i biancastro
Continuare a scrivere
Inaugurare questo
Inventare una gramatica
La poetica del sogno:
Tempo per amare.


                                                    Per Mauro Rotenberg

(foto: arquivo pessoal, Bologna, primavera 2010)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Dolce Far Niente

DOLCE FAR NIENTE
                                 
                                                                                  Ninfa Parreiras


abrir um minuto, uma noite
a que hora?
em que lugar?

o tempo: está pra ser inventado
que busca é esta?
a do olhar encadeado

o espaço: por ser criado
o silêncio chiado
no mais interno?

deixar a vida acontecer
ser líquida em cada pedra
ser sólida em cada gota

rasgar os papéis amarelados
incendiar os desbotados
enterrar os esbranquiçados

guardar os escritos
inaugurar o presente
fazer deles a história


inventar uma gramática
da poética do sonho:
a casa do encontro

o tempo de amar.

(foto: arquivo pessoal, Bologna, primavera, 2010)


                                         Pro: Mauro Rotenberg, dolce far niente