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sábado, 28 de março de 2020

Uma Dúzia de Janelas para o Isolamento Social

Uma Dúzia de Janelas para o Isolamento Social
Ninfa Parreiras
1- Janela do céu. Alargar o espaço físico com mãos e pés. Ao acordar, antes de dormir, esticar o corpo (ao modo dos gatos), como se fosse tocar o céu e o infinito.
2- Janela da manhã. Fazer a higiene habitual e trocar a roupa de dormir. Não fique de pijama, de improviso, na espera de mudanças. Vista-se para viver agora.
3- Janela diária. Planejar o dia, com horários ou turnos. Estabeleça a rotina, com atividades alternadas: ora necessidades pessoais, ora profissionais, ora lazer.
4- Janela de brincadeiras e jogos. Brincar de tudo! Sozinho/a ou com outras pessoas. Invente brincadeiras como as crianças fazem: com ou sem objetos.
5- Janela do fazer à mão. Fazer manualmente e se desligar do entorno: escrita, desenho, comida, jardinagem, limpeza, bordado, costura, pintura...
6- Janela das sensações. Exercitar os sentidos: respire fundo, busque cheiros, amasse papeis, experimente sabores, ouça o silêncio, olhe além da parede.
7- Janela para dentro de si. Pensar profundo. Mesmo que não tenha crenças nem religião, pratique uma meditação. Ou reze/ore, se for uma pessoa religiosa.
8- Janela de sonhos diurnos e noturnos. Anotar tudo! Quais sonhos te visitaram? O que fazem você pensar? Trabalhe isso consigo e na análise/terapia.
9- Janela de novidades. Experimente novas coisas: ler, dançar, cantar, consertar roupas, cozinhar, desenhar, colorir, escrever. A cada dia, nova vida!
10- Janela dos cuidados consigo. Seguir hábitos de higiene com reforço para a limpeza das mãos. Invista em alimentos e líquidos para a imunidade.
11- Janela dos cuidados com os outros. Telefonar ou enviar mensagens para amigos e familiares. Monte grupos de bate-papo, desligue-se do noticiário.
12- Janela da vida. O isolamento é um broto de vida. Para você se repaginar. Arrumar casa, arquivos físicos, virtuais e subjetivos, gavetas externas e internas. 
--
Ninfa de Freitas Parreiras

Psicóloga – CRP: 5ª 24494 
Graduação na PUC-RIO

Mestrado na Universidade de São Paulo - USP
Psicanalista titular da Sociedade de Psicanálise Iracy Doyle – SPID

(ilustração: Lice Parreiras)

quinta-feira, 19 de março de 2020

E agora, caracol

Texto: Ninfa Parreiras
Ilustração: Lice Parreiras
Design: Bia Whyte

segunda-feira, 16 de março de 2020

Regina Porto


Regina Porto
                         Ninfa Parreiras
Eu regino
Tu reginas
Você Regina

Seu nome é de Rainha
E nos leva ao Porto
Das histórias

Seu nome é de mestra
E nos leva ao Porto
Dos acolhimentos

Seu nome é de poeta
E nos leva aos portos
De versos

Seu nome é de artesã
E nos leva ao Porto
Do feito à mão

Seu nome é de tecelã
E nos leva ao Porto
Dos pespontos

Seu nome é de bailarina
E nos leva ao Porto
Das andanças

Seu nome é de artista
E nos leva ao Porto
Do Rio de Histórias

Seu nome é de vida
E nos leva ao porto
Do Viva e deixe Viver

Eu regino
Tu reginas
Você, Regina Porto
E nós reginamos!

De Enheduana a Safo
De Coralina a Maria Firmina
De Henriqueta a Adélia
De Cecilia a Clarice
De Hilda a Gilka
De Ana Cristina a Alice Ruiz
De Elisa Lucinda a Eliane Potiguara
De Florbela a Pagu
De Lygia Bojunga a Marcia Kambeba
De Conceição Evaristo a Regina Porto
Todas aportam nas letras
Nas vozes das mulheres!

(foto: arquivo pessoal, março de 2020)
Dia Internacional da Mulher, março de 2020
Rio de Histórias, 15 anos em 2020

sábado, 2 de novembro de 2019

Vai, Mulher!

Vai, Mulher!

                                 Ninfa Parreiras

Vai, vai, vai!                                                       
Menina, mulher, moça
Companheira, guria, marota
Mãe, garota, esposa

Ai, ai, ai
Velha, bruxa, brasileira
Navegar em montanhas
Grades de sonhos

Vai, mulher!
Pranto em banho de lua
Secar rosto em pedras
Tortas do existir

Vai, mulher!
Costurar mágoas
Dependurar sobras
Uma por uma, ao ar

Vai, mulher!
Bandeiras erguer
Libertadoras palavras
Empoderadas sinas

Vai, mulher!
Saudar a estrela
Pequenina brilha
Entoar canto da noite

Vai voar sobre
páginas e histórias
Cantar versos
Bordar poesia.


Vai, Elaine
Vai, Jaqueline
Vai, Luzia
Vai, Lorena Aparecida

Vai, Lorena Núbia
Vai, Marilda
Vai, Michele
Vai, Shirley
Vai, Vanilza


Vai voar sobre as páginas e histórias 
Cantar versos, bordar poesia.

Vai, Andriele
Vai, Beatriz
Vai, Carla
Vai, Fabiana
Vai, Flávia
Vai, Geralda
Vai, Gleice
Vai, Helen
Vai, Irene
Vai, Joice
Vai, Jordânia
Vai, Kélen
Vai, Juceli
Vai, Júlia
Vai, Márcia Daniela
Vai, Márcia Rosa
Vai, Maria de Moura
Vai, Maria Jordélia
Vai, Mariana
Vai, Mayara
Vai, Mirelly
Vai, Muriel
Vai, Nádia
Vai, Stefânia
Vai, Raquel
Vai, Rosana
Vai, Vilma

Vai voar sobre as páginas e histórias 
Cantar versos, bordar poesia.

(especialmente para o Dia Internacional da Mulher, 08 de março de 2019, para as recuperandas da APAC Itaúna - Associação de Proteção e Assistência aos Condenados) 
Fotos: arquivo pessoal de Ninfa Parreiras, esculturas de Rodin.

terça-feira, 12 de março de 2019

Coisas que viram outras: lançamento em Nova Friburgo 2019

Livro de contos que trazem a infância, a memória, os encontros, as brincadeiras e o inusitado da vida contemporânea.
Divididos em 4 blocos temáticos, os contos podem ser lidos separadamente ou na sequência. Um mergulho na fantasia e nas memórias que ressignificam  e dão sentido à vida.
Textos: Ninfa Parreiras e ilustrações: Elê Nogueira, editora: InMediaRes, Nova Friburgo, RJ.
Coisas que viram outras
     textos: Ninfa Parreiras, ilustrações: Elê Nogueira
Pedras sobrepostas
I - Tudo cerrado
II - Tamancos de lata
III - Laboratório de papel

Em cena
I- Pelo alto-falante
II- A cidade em cena
III - De azulejos e guaraná

Nosso tipo
I - O cajado na gaveta
II- O catireiro
III- A espera e o suor

Mosaico de espelhos
I - O mar devolve
II- Uma funeral house
III - O convite de Ossinho